
Óbidos, convite à viagem
O ponto de partida desta viagem começa com uma caixa de aguarelas e um caderno.
A artista Ana Rita Manique apresenta um conjunto de obras em aguarela da vila de Óbidos, originadas a partir do desenho realizado in loco pela vila.
O desenho é utilizado como ferramenta de contemplação, pois esta prática requer uma atenção imersa no espaço envolvente, permitindo obter um conhecimento extrassensorial do local.
A exposição é um convite à viagem pelos recantos e coordenadas ilustradas. É uma descoberta que se inicia fora das muralhas do castelo, ao vislumbrar o Santuário do Senhor da Pedra e percorrer os caminhos do Aqueduto.
A viagem continua quando se entra pela Porta da Vila, seguindo a aventura pelos cantos do castelo, pelas livrarias que se descobrem em igrejas e pelas vistas elevadas que as muralhas oferecem.
“Onde é Difícil Ficar”
Ao longo dos últimos anos, o trabalho de João Porfírio tem sido uma insistência: estar onde é difícil ficar. Onde a história não começa nem acaba no instante em que é publicada, mas continua, lenta, dura e muitas vezes invisível.
Esta exposição reúne fragmentos desses lugares. Territórios marcados por guerra, deslocação e perda, mas também por uma estranha e persistente normalidade. Aqui, a destruição convive com o riso, o luto com o gesto quotidiano e o colapso com aquilo que teima em permanecer de pé.
Não são imagens confortáveis, nem procuram sê-lo. Há nelas uma tensão constante entre o que queremos ver e aquilo que preferíamos evitar. Corpos, ruínas, silêncios e olhares que não pedem permissão. Porque há realidades que não se suavizam sem se perderem.
E, ainda assim, no meio dessa dureza, surgem momentos inesperados. Pequenos sinais de vida que recusam desaparecer.
Mais do que explicar, estas fotografias expõem. Mais do que contar, confrontam. Convidam o espectador a aproximar-se, não para compreender tudo, mas para não desviar o olhar.
Num contexto como o Latitudes — Literatura e Viajantes, onde a viagem se escreve em palavras, estas imagens propõem outra leitura, direta e sem tradução. Cada fotografia é um fragmento, uma história incompleta que exige tempo, atenção e, sobretudo, disponibilidade para permanecer.
Porque, no fim, viajar pode ser isso: aprender a ver.
Afinidades Construídas. Obras da Doação Alberto Caetano
Curadoria de Adelaide Duarte e Filipa Oliveira.
Uma exposição que revela os encontros, as escolhas e as afinidades que deram forma a uma singular coleção de arte moderna e contemporânea.
Reúne obras da Doação de Alberto Caetano numa exposição pensada para revelar ligações, proximidades e leituras cruzadas entre as peças apresentadas.
A mostra convida o público a percorrer a Galeria NovaOgiva ao longo do período expositivo, numa proposta de contacto com o património artístico e a sua construção de sentidos.
Exposição permanente de Abílio de Mattos e Silva
O Museu Abílio de Mattos e Silva nasceu da vontade de Maria José Salavisa, sua viúva.
Abílio de Mattos e Silva foi pintor, cenógrafo e figurinista, nascido no Sardoal em 1908 e falecido em 1985. Apesar de não ser natural de Óbidos, esta era a sua terra de eleição, onde foi criado e onde manteve uma residência.
Apesar de se ter revelado um artista promissor nas artes plásticas, acabou por se dedicar a uma atividade criativa cheia de grande vitalidade, ligada ao teatro e à ópera.
Neste museu vai encontrar a divulgação da obra do artista nas suas múltiplas facetas. Esta diversidade de saberes cruza-se com as artes e os artistas das artes cénicas, promovendo uma relação direta com este mundo da estética e com artistas de todos os tempos que a estas áreas se dedicaram.
